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Ana Aoun

Veja roteiro para fazer desapego no armário na quarentena

Ana Aoun

06/04/2020 04h00

Já que a vida lá fora pediu uma pausa, que tal cuidar do que ficou aí dentro?

Tem muita gente aproveitando a quarentena para redescobrir a própria casa, as próprias coisas — e percebendo que não precisa ter tanto para viver bem. Principalmente no armário.

Por isso, pode ser um bom momento para praticar "aquele" desapego.

Leia também:

Veja uma sugestão de passo a passo para otimizar seu guarda-roupa e "desapegar geral" nesta quarentena:

Prepare o psicológico

O ato de desapegar não tem relação só com o número de peças que temos no armário e como fazer para diminuir e otimizar isso. As roupas geram apego porque nos trazem memórias, reacendem desejos, demonstram esforços e muitas outras sensações. Por isso, respire fundo e prepare-se. Pode ser que a decisão de mexer no guarda-roupa mexa também com as suas emoções.

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Cuide do ambiente

Tenha em mente que o processo é demorado — isso se você quer fazer um desapego consciente e criterioso. Então, deixe o ambiente o mais confortável possível: iluminado, arejado (abra a janela ou ligue ventilador ou ar-condicionado), coloque uma playlist bacana, deixe uma bebida a postos (desde água até um vinho) e até prepare um petisco. Com algumas atitudes simples, você consegue deixar o ambiente mais convidativo e mergulhar de verdade na tarefa.

Foco

Reserve algumas horas ou até o dia todo para esta atividade. Não marque nenhum compromisso (mesmo que virtual) e tente se isolar (ainda mais) dentro de casa, avisando quem mora com você que precisa desse tempo sozinha. Dê um tempo no noticiário e também nos grupos de WhatsApp. Esse "detox" tecnológico pode ser também um aliado contra a ansiedade em tempos de isolamento social. Você verá como tudo fica mais produtivo.

Deixe à mostra seu objetivo

Qual o seu objetivo de imagem? Como gostaria de se sentir ao se vestir? E como gostaria de ser vista? Você pode fazer um desenho, um moodboard, escrever adjetivos ou frases que te lembrem do seu objetivo para ajudar durante o processo de desapego. Vale deixar isso bem à mostra para consultar sempre que tiver dúvidas sobre uma peça, acessório ou look, se deve continuar ou não no seu armário e por qual motivo.

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Divida por tipo de peça

Para não fazer aquela bagunça física e também mental, setorize o desapego por peças. Por exemplo: separe todos os seus vestidos e inicie a triagem. Quando acabar, faça o mesmo com as calças. Na sequência, pegue as blusas. Várias peças parecidas vão aparecer nessa hora e você terá como fazer um comparativo mais preciso. É importante fazer o desapego de forma organizada para que você enxergue realmente tudo que tem e tome as decisões de descartar ou guardar com segurança.

Prove sem preguiça

Não existe melhor jeito de saber o que vale a pena ficar no armário: só experimentando. E o experimentar vale para duas coisas: saber se a roupa realmente serve e veste bem, e também descobrir como você pode combiná-la com o resto do seu guarda-roupa. Você pode até tirar fotos com o celular se montar algo bacana e quiser se lembrar para replicar depois. Nesta etapa, o exercício é físico e também mental. Ao final do processo, o desapego ainda vai ter valido por uma aula de ginástica, com tanto tira, põe, agacha e levanta.

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Critérios

Decidir o que fica e o que sai de um guarda-roupa é algo muito pessoal, pois só nós sabemos porque escolhemos, em algum momento, ter aquilo e por qual motivo. Mas, você pode usar alguns critérios técnicos para ajudar nessa decisão, como:

  1. numeração (se está de acordo com seu corpo atual)
  2. cor (se valoriza a sua beleza, tendo ou não feito o teste de coloração pessoal e usando sua intuição)
  3. material (se é agradável de vestir — e se pra você isso for importante)
  4. propósito (se é adequado para a vida que você leva, ou seja, não adianta ter um monte de roupa de balada se você não é muito de sair à noite)
  5. tempo de uso (se está novo ou meio batido, pedindo para sair)
  6. frequência de uso (se perguntar quando foi a última vez que o item foi utilizado e tiver como resposta um 'não me lembro', 'faz mais de seis meses', pode ser a resposta que faltava para o descarte)
  7. atualidade (se é algo atemporal ou datado, cuja modinha ficou ultrapassada)

Os três montes

Enquanto vai tomando as decisões, empilhe as peças e os acessórios em três montes: o que eu vou usar, o que eu vou consertar, o que eu vou doar ou vender. Existem várias possibilidades para dar um novo rumo ao que você decidiu se desfazer. Você pode começar oferecendo a familiares e amigos ou acabar doando para bazares e instituições de caridade, vendendo para brechós e até montando uma lojinha online para comercializar as peças.

E aí, vai se preparar para seguir esse roteiro e praticar o desapego durante essa quarentena?

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Sobre o autor

Ana Aoun é consultora de imagem, personal stylist e jornalista apaixonada pelo universo feminino. Pós-graduada em Linguagem no Jornalismo Online, volta ao UOL, onde já trabalhou em diversas editorias, após uma pausa para se dedicar à maternidade e à família. Acredita que o autoconhecimento é a maior arma para elevar a autoestima e alcançar a tão sonhada paz com o espelho. Procura desmistificar a consultoria de imagem escrevendo sobre o tema e disseminando a ideia de que um guarda-roupa abriga muito mais que peças de roupas e acessórios - ele ajuda a mostrarmos ao mundo quem realmente somos.

Sobre o blog

Dicas sobre como se vestir bem respeitando quem se é, de forma atemporal, de acordo com os diferentes tipos físicos e estilos, para todas as ocasiões (com ou sem dress code definido). Matérias sobre as novidades das vitrines e das ruas, do que já passou da tendência das passarelas para a moda validada do dia a dia. Exemplos de como uma peça de roupa adequada, uma cor que favorece ou um acessório oportuno podem levantar qualquer look - e qualquer imagem!

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